O setor de veículos automotores do Brasil encerrou novembro com redução nos emplacamentos, resultado esperado devido à diminuição de dias úteis, totalizando 19 dias no mês ao invés de 23, como em outubro. Segundo dados da Fenabrave, os emplacamentos somaram 438.607 unidades em novembro, 11,1% abaixo do mês anterior.
Embora essa retração mensal seja significativa, a análise do acumulado de janeiro a novembro aponta para um crescimento de 7,3% no setor, com 4.632.129 veículos emplacados frente às 4.315.655 unidades do mesmo período de 2024. Essa alta reforça a resiliência do mercado, mesmo em um cenário de juros elevados e critérios de crédito mais rígidos.
O destaque fica por conta do segmento de motos, que passou por uma impressionante alta de quase 23% em novembro comparado ao mesmo mês do ano passado, além de um avanço superior a 16% no acumulado do período. Essa tendência sinaliza uma forte demanda por veículos de duas rodas, consequência de fatores como mobilidade urbana e economia na aquisição.
Apesar da perda de volume na mensalidade, a média diária de vendas, de cerca de 23 mil veículos, cresceu 7,5% em relação a outubro, indicando que a demanda segue estável, mesmo em um ambiente de juros altos, como avalia Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.
Segundo ele, "é natural que, com menos dias úteis, haja uma queda no volume total, mas a performance diária revela uma demanda robusta, que demonstra a força do setor automotivo brasileira em 2025”. Essa resiliência é resultado também de estratégias de microcrédito e redução de custos de operação que vêm ajudando concessionárias a manterem o ritmo de vendas.
Por fim, especialistas acreditam que esse cenário deve se manter nos próximos meses, com o setor evoluindo a passos firmes apesar dos desafios macroeconômicos, o que reforça a importância do planejamento estratégico e da adaptação às condições de mercado.
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