O Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, realizado no Anhembi desde o dia 21 de abril, marca uma mudança de paradigma na indústria de eventos automotivos. Com 85 mil visitantes no seu primeiro final de semana, o evento demonstra os desafios e as possibilidades de um formato que busca se reinventar em meio a tendências globais e ao crescimento das marcas chinesas no mercado brasileiro.
Na avant-première, concessionários e convidados abonados pagaram R$ 1.000 pelo acesso, enquanto o público geral adquiriu ingressos entre R$ 72 e R$ 188. Essa estratégia reflete a tentativa de estimular a presença de varejistas e consumidores interessados, em uma época de retomada e transformação do setor.
Nos estandes, destaca-se a forte participação de marcas chinesas, como Leapmotor, GAC e GWM, que souberam aproveitar a ausência de concorrentes tradicionais para mostrar suas ofertas e ganhar espaço no mercado. Além disso, os modelos premium, expostos na área Dream Lounge, continuam atraindo visitantes admiradores de esportivos e veículos de alta performance, reforçando a mistura de nostalgia e inovação que caracteriza a proposta do evento.
Neste momento de transição, o presidente da Anfavea ressaltou a importância de criar um evento voltado ao público, com foco na experiência, e de fato reorganizar a relação entre marca e consumidor. Os organizadores apostam ainda na continuidade do salão, com uma nova edição prevista para 2027, como parte do processo de adaptação às novas demandas do mercado e às tendências de inovação.
O desafio de reconectar as marcas ao público envolve oferecer atrações que reflitam o momento atual da indústria, incluindo a presença maior de marcas chinesas e a valorização de experiências físicas, frente às mudanças tecnológicas e às novas formas de consumo. Como resultado, o evento parece indicar um caminho de reinvenção, com foco na proximidade e na personalização, essenciais para a competitividade no setor automotivo brasileiro.