O Salão do Automóvel de 2018 foi um marco no setor automotivo, apresentando conceitos, novos modelos e nomes que ainda hoje geram expectativas. No entanto, o tempo mostrou que nem tudo saiu como planejado, com várias incertezas e mudanças de rota ao longo dos anos.
Projetos que permanecem na prancheta
O caso mais emblemático é a picape Volkswagen Tarok, que após anos de espera, deve chegar ao mercado em 2026. O modelo, que gerou grande especulação na época, passou por alterações em suas especificações, mas manteve sua essência com um motor 1.5 TSI híbrido-leve. Outros projetos, como a Renault Alaskan, nunca chegaram a ser comercializados no Brasil, apesar de seu lançamento na Argentina em 2020, evidenciando as hesitações das montadoras diante do segmento de picapes médias.
Modelos que conquistaram espaço
Por outro lado, alguns carros apresentados naquela edição do autoshow consolidaram-se no mercado nacional. É o caso do VW T-Cross, que entrou em produção logo após o salão, e do Caoa Chery Tiggo 5x, que debutou no evento de 2018 antes de ganhar as ruas no mês seguinte. A Kia também marcou presença com o Stinger, embora sua importação tenha cessado em 2020, além de outros modelos híbridos e elétricos que vêm ganhando espaço no portfólio.
Inovação e eletrificação
Vale destacar que, mesmo em 2018, a eletrificação já dava sinais de seu potencial. Montadoras como GM, Renault e Nissan apresentaram seus modelos acessíveis, como o Chevrolet Bolt, Renault Zoe e Nissan Leaf. Entretanto, o impacto e a adesão até então ficaram aquém do esperado. Apenas a partir de 2022, com a explosão de veículos elétricos chineses, essa tendência realmente se consolidou no Brasil, sinalizando que o futuro do setor passa claramente pela sustentabilidade.
Perspectivas para o setor
Hoje, ao relembrar o que foi exposto no Salão de 2018 e seus desdobramentos, fica evidente que muitos projetos ainda estão em fase de estudos, enquanto outros tiveram que se adaptar às novas demandas de mercado. A expectativa é que, nos próximos anos, o setor automotivo brasileiro continue evoluindo, com maior ênfase em inovação, tecnologia e sustentabilidade, refletindo as lições daquele evento que, há sete anos, surpreendeu e ainda influencia as decisões das montadoras.