A China está realizando o maior recall de automóveis da sua história, envolvendo 11 montadoras, como Tesla, Xiaomi, Leapmotor, Xpeng, Zeekr e Lynk & Co. Segundo informações da Bloomberg, o chamado abrange aproximadamente 4 milhões de veículos.
O procedimento está ligado a ações de fiscalização intensificadas pelos órgãos reguladores do país, que identificaram problemas com as maçanetas de abertura de portas de emergência. Essas maçanetas têm se mostrado difíceis de localizar e operar em situações de emergência, o que motivou a intervenção das autoridades.
Desde 2023, Pequim vem reforçando a supervisão do setor de veículos elétricos, estabelecendo requisitos de segurança mais rigorosos para fabricantes, incluindo medidas para garantir a acessibilidade e funcionamento eficiente das maçanetas.
Como resultado do recall, nove das 11 montadoras envolvidas se comprometeram a instalar etiquetas de advertência de forma gratuita, com o objetivo de esclarecer a localização e operação das maçanetas de emergência.
De acordo com a agência Reuters, a China tem planos de proibir maçanetas ocultas a partir de 2027. Essa medida visa eliminar gradualmente os designs que, apesar de populares, apresentam riscos de segurança, incluindo o estilo popularizado pela Tesla e adotado por diversos fabricantes chineses.
Essa iniciativa reflete uma tendência global de aprimoramento de segurança veicular e supervisão regulatória, que deve influenciar o mercado de veículos elétricos e conectados nos próximos anos, promovendo maior acessibilidade e confiabilidade em situações de emergência.