Financiamento automotivo supera expectativas e registra tendência de crescimento
O mercado automotivo brasileiro registrou em agosto de 2026 números bastante positivos no segmento de financiamentos de veículos. Segundo a B3, foram financiadas 683.928 unidades, o que representa um crescimento de 10,4% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O volume é considerado o maior desde 2011, evidenciando uma retomada significativa do crédito para aquisição de veículos no país.
O principal destaque ficou por conta dos automóveis leves, novos e usados, que puxaram esse movimento. No mês, foram 478 mil unidades negociadas por meio de financiamento, dos quais 350 mil correspondem a veículos novos e 127 mil a usados. O resultado reforça o apetite do consumidor brasileiro, aliado à ampliação das ofertas de crédito pelas instituições financeiras e ações promocionais de concessionárias.
No acumulado entre janeiro e agosto de 2026, o setor já soma 5,136 milhões de financiamentos, crescimento também de 10% frente aos oito primeiros meses de 2025. O desempenho consistente reflete uma conjuntura de juros mais acessíveis e confiança do consumidor, fatores que impactam diretamente as operações nas concessionárias capixabas.
As motocicletas também apresentaram valorização no segmento de financiamentos, com 178 mil unidades financiadas em agosto, volume 4,9% superior ao mesmo mês do ano passado. Do total, 133 mil eram motos novas e 45 mil usadas, consolidando o mercado de duas rodas como alternativa tanto para mobilidade urbana quanto para atividades profissionais.
O segmento de veículos pesados não ficou atrás, somando 27 mil operações financiadas e avanço de 10,4% no comparativo anual. Divididos entre 15 mil veículos novos e 12 mil usados, o volume aponta a continuidade dos investimentos em logística, infraestrutura e agronegócio, setores fortemente representados no Espírito Santo.
Segundo a B3, os preços dos automóveis zero quilômetro subiram 2,7% em agosto ante julho, índice que demonstra pressão inflacionária pontual, porém ainda com queda acumulada de 1,1% nos últimos 12 meses. Já no mercado de usados, a variação média foi de -0,1% no mês e recuo de 3,9% no acumulado de um ano, sinalizando oportunidades para compradores e movimentando a cadeia automotiva.