Entender o consumidor tornou-se prioridade máxima para as marcas automotivas diante das rápidas mudanças no setor, marcadas pela eletrificação e pelo avanço de novos concorrentes. Segundo análise da Ipsos, interpretar as expectativas, o contexto e a empatia do público é fundamental para transformar o desejo pelo carro em efetiva decisão de compra.
O cenário automotivo atual, impactado pela chegada de novas marcas - inclusive chinesas - e pela evolução para veículos eletrificados, impôs uma nova dinâmica para quem atua em concessionárias e distribuidoras. No Brasil e no Espírito Santo, entender como os consumidores escolhem entre diversas opções é ainda mais necessário para o sucesso das estratégias das empresas.
Conforme dados da Ipsos, o consumidor brasileiro geralmente considera apenas 3,1 marcas na hora de escolher um carro, uma média inferior a outras categorias. Isso evidencia a dificuldade e importância de integrar a chamada "lista curta” do cliente. Não basta ser uma marca desejada; é preciso superar obstáculos concretos, como preço, condições de financiamento, disponibilidade de modelos, rede de concessionárias e infraestrutura para eletrificados.
A pesquisa da Ipsos aponta ainda que, na transição do desejo à compra efetiva, fatores como acessibilidade, variedade de produtos, promoções e, no caso dos elétricos, autonomia e infraestrutura de recarga, desempenham papel central. Essas questões passam a ser determinantes para o fechamento de negócios nas concessionárias, especialmente diante de um consumidor mais informado e exigente.
Outro destaque do relatório é o peso das emoções nesse processo. Por meio de estudos qualitativos com a metodologia Censydiam Metaphors, identificou-se que veículos a combustão evocam associações como liberdade, família e agilidade, enquanto os elétricos remetem a futuro, tecnologia e sustentabilidade. Ou seja, o carro vai além de uma escolha racional: toca territórios emocionais distintos, que as marcas e concessionárias precisam compreender profundamente.
Para lidar com toda a complexidade do mercado, a Ipsos recomenda a combinação de metodologias: pesquisas robustas - como o Brand Health Tracking e Market Strategy & Understanding - e monitoramento próximo, por meio de comunidades on-line e inteligência artificial. Isso permite capturar tendências emergentes e responder rapidamente a mudanças de comportamento e preferências.
Em conclusão, aliar informação qualificada, olhar sensível ao consumidor e análise estratégica é a receita para as marcas que desejam manter competitividade em mercados em transformação acelerada. Acompanhar de perto o que move o consumidor e antecipar possíveis barreiras será cada vez mais decisivo para o setor automotivo capixaba e brasileiro.