O futuro dos veículos híbridos flex produzidos no Brasil aparece cada vez mais promissor no cenário internacional, segundo análises de especialistas no Automotive Business Experience - #ABX25, realizado em setembro no São Paulo Expo. O painel "Do Brasil para o mundo? O desafio global do híbrido flex" destacou o potencial dessa tecnologia brasileira, que combina o uso de etanol e veículos de combustão de alta eficiência, para conquistar mercados como Índia, Argentina e México.
Desde sua origem, o setor automotivo brasileiro tem sido pioneiro na produção de veículos movidos a etanol, uma alternativa sustentável que, agora, ganha força na motorização híbrida. Atualmente, a Toyota já exporta cerca de 30 mil unidades de modelos híbridos flex ao ano, com 25% da produção local destinada à exportação, além de ampliar sua linha com outros modelos. Segundo o diretor de comunicação da marca, há grande potencial de expansão do híbrido flex em mercados internacionais, estimulando a adoção de combustíveis de baixo carbono.
Durante o debate, destacou-se que a tecnologia brasileira oferece uma combinação eficiente de energia e baixo impacto ambiental, podendo competir com veículos elétricos e de hidrogênio na busca por descarbonização. Ainda de acordo com os participantes, o reconhecimento internacional do etanol como redutor de CO2 é crucial e depende de acordos globais que promovam sua utilização, principalmente na Europa e no Sul Global.
Países como Índia, Argentina, Colômbia e México já demonstram forte interesse por essa alternativa, devido às condições favoráveis para a produção de etanol e às políticas de estímulo à utilização de combustíveis renováveis. Assim, o Brasil, com suas cinco décadas de experiência no setor de bioenergia, emerge como uma referência mundial, com boas chances de ampliar sua influência na regulamentação e comercialização dessa tecnologia no mercado internacional.
Ao destacar o espaço ainda existente para melhorias no motor de combustão aliado à eletrificação, os especialistas reforçam que o desenvolvimento de veículos híbridos flex não substitui o avanço do elétrico, mas complementa a estratégia de uma mobilidade mais sustentável. Assim, a tecnologia brasileira pode consolidar sua presença global, levando conhecimento, inovação e combustível de baixo carbono para diversos países em busca de soluções práticas para o setor automotivo.