Na quarta-feira, 6, durante o Rio Innovation Week (RIW), representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Veículos Automotores (ABVE), Anfavea e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reafirmaram que o Brasil tem potencial para se consolidar como um centro global de diferentes soluções no mercado automotivo. Com uma trajetória de mais de 70 anos de parque fabril e como o sexto maior mercado do mundo, o país busca ampliar sua competitividade diversificando suas tecnologias.
Oportunidade de diversificação tecnológica
A discussão destacou que o Brasil deve permanecer convivendo com veículos elétricos, híbridos, flex e motores de combustão movidos a biocombustíveis, promovendo uma transição equilibrada e sustentável. Segundo Wellington Damasceno, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, há uma estratégia clara de explorar nossos biocombustíveis e otimizar a produção de motores a combustão, visando eficiência e menor impacto ambiental.
Potencial no mercado global
Igor Calvet, presidente da Anfavea, reforçou o papel do setor na economia mundial: 'Mesmo com os EUA, Europa e China tendo volumes maiores, o Brasil mostra que sua expertise, seu ecossistema de engenheiros, pesquisadores e fábricas podem torná-lo um importante polo de produção global.' O executivo também destacou a necessidade de adaptabilidade rápida às mudanças tecnológicas, incluindo a produção de baterias elétricas, que atualmente representam um desafio de escala no Brasil.
Infraestrutura e perfil socioeconômico
Apesar da força crescente dos veículos elétricos, que já representam cerca de 16% do mercado nacional, entidades alertam que ainda há obstáculos de infraestrutura, com apenas 35 mil carregadores disponíveis no país. Além disso, o perfil socioeconômico de renda média baixa limita a adoção de tecnologias mais avançadas e de alto custo.
Perspectivas futuras
As entidades coincidem ao afirmar que o avanço das montadoras chinesas no Brasil deve continuar, com novas fábricas, centros de pesquisa e data centers, fortalecendo a presença internacional das empresas de tecnologia e mobilidade. Para o setor, a convivência entre diferentes tecnologias será a chave para ampliar a competitividade e inovação do Brasil no cenário automotivo mundial.