O setor automotivo brasileiro apresentou um desempenho surpreendente em março, consolidando uma tendência de recuperação na venda de veículos leves e automóveis. De acordo com o balanço divulgado pela Fenabrave nesta terça-feira, 7, os emplacamentos somaram 513.105 unidades no mês, representando uma alta de 35,3% frente ao mesmo período de 2025 e uma elevação de 37% em relação a fevereiro.
O desempenho do primeiro trimestre, que atingiu mais de 1,25 milhão de unidades em emplacamentos, indica uma alta de 16% na comparação com o mesmo período do ano passado, confirmando o movimento de aquecimento do mercado mesmo em cenário de juros elevados e incertezas econômicas globais.
Segundo especialistas do setor, os veículos leves, incluindo automóveis e comerciais leves, tiveram papel central nesse crescimento. Em março, eles totalizaram 258.227 unidades, uma variação de 40,2% em relação a março de 2025 e um incremento de 46% em comparação a fevereiro.
O acumulado do período janeiro a março também reforça essa tendência, com cifras próximas a 600 mil veículos licenciados. Além disso, fatores como o programa Carro Sustentável, que cresceu 27%, o aumento no número de dias úteis e as promoções agressivas nas concessionárias contribuíram para maior competição no mercado interno, movendo o setor em direção à estabilidade e ao crescimento sustentável.
Arcelio Junior, presidente da Fenabrave, destacou a intensidade da concorrência mundial entre montadoras, com todas brigando por uma maior fatia na pizza do mercado brasileiro. Segundo ele, essa competitividade deve continuar no curto prazo, mesmo com projeções de crescimento de apenas 3% para 2026, que podem passar por revisões em julho, considerando o cenário de instabilidade geopolítica, inflação e variações nas taxas de juros.
Os dados evidenciam que o setor automotivo mantém sua resiliência, respondendo favoravelmente às condições de financiamento e às estratégias de vendas. Assim, espera-se que as vendas de veículos leves e automóveis continuem a se recuperar ao longo do ano. Esta tendência de alta é fundamental para o fortalecimento da economia e para a geração de empregos no segmento de concessionárias e fabricantes.
Fontes: Fenabrave, setor automotivo brasileiro, análise de mercado.