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terça-feira, 22 de maio de 2012
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Colesterol

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Um dos vilões em moda neste começo de século pe é o colesterol. "Demonizado" por muitas publicações e ramos da medicina, este elemento da nossa alimentação também tem seu valor e precisa ser entendido da forma como age no organismo. O colesterol é uma gordura e pode ser recebido pelo nosso corpo de duas maneiras: pelos alimentos de origem animal e como um produto fabricado pelo próprio fígado.

Ele age na composição da membrana que envolve todas as nossas células, sendo necessário para a formação dos hormônios sexuais, ácidos biliares e vitamina D. O colesterol circula ainda por todo o corpo e não é solúvel no sangue. Utiliza uma proteína, a lipoproteína, para se movimentar. Depois de fazer viagem do fígado para os tecidos o excesso deve ser eliminado.

Problemas

O excesso ocorre se a pessoa ingere alimentos que contenham colesterol em demasia, como carnes gordas e ovos; quando o fígado o produz demais; ou o somatório dos dois fatores.

Este excesso pode se depositar nas artérias, endurecendo a parede e formando placas que gradualmente as entopem. O processo pode gerar doenças como a arteriosclerose, isquemia cerebral e obstrução das veias das pernas.

As pessoas sedentárias, obesas e que ingerem alimentos ricos em colesterol são mais propensas a ter níveis elevados - e conseqüentemente problemas cardíacos. Os homens correm mais riscos do que as mulheres, já que o organismo feminino fica menos exposto devido à ação do hormônio estrógeno. Ele equilibra a proporção dos dois tipos de lipoproteínas que fazem o transporte do colesterol.

As altas taxas de colesterol no organismo não mandam avisos prévios. Os sintomas só aparecem depois que as placas já se formaram. Para evitar que isto ocorra o ideal é fazer exames periódicos para que se possa controlar o nível de colesterol no organismo.

Tratamentos

Em alguns casos apenas uma dieta específica e equilibrada, à base de alimentos que ajudam a diminuir a dosagem de colesterol. Exercícios físicos leves como, caminhadas e natação também auxiliam. Mas nem sempre é fácil corrigir o problema. Quando o aumento se deve a uma produção excessiva do fígado, há necessidade de uso de medicamentos indicados pelo endocrinologista.

Cuidados preliminares podem combater o risco do excesso. Exames periódicos a partir dos 20 anos de idade, correção de hábitos alimentares e uma melhor distribuição das refeições são fundamentais. Caso exista a necessidade de refeições fora de casa, o uso de pratos com pouca ou nenhuma gordura é o ideal.

O exame de sangue indica a taxa de colesterol no organismo. O nível considerado bom é de 200 mg/dl. A faixa limite é entre 200 mg e 240 mg/dl. Acima disto, o risco de ter obstruções nas artérias e problemas cardíacos aumenta. Níveis elevados de colesterol total e de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C), assim como níveis baixos de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C), estão associados a um risco elevado.

O HDL-C deve ser mensurado ao avaliar-se o colesterol. Um nível abaixo de 35 mg/dl é considerado baixo. HDL-C alto - acima de 60 mg/dl - pode ser protetor, sendo tratado como fator de risco negativo.

O LDL-C desejável é de até 120 mg/dl. Os pacientes nesse grupo devem receber informação geral sobre dieta e fatores de risco, e os níveis de colesterol total e de HDL-C devem ser reavaliados em 5 anos. O limite de alto risco do LDL-C é de 120 a 150 mg/dl. A presença de fatores de risco determina o tratamento posterior.

Atenção

  • Alimentos sem restrições: Cereais, legumes e verduras, frutas, iogurte desnatado, aveia, gelatina, farinhas em geral, pão, queijo branco e outros.
  • Alimentos com moderação: Sementes oleaginosas (nozes e amendoim), óleos (soja, milho e girassol).
  • Alimentos com alto risco: Carnes gordas, pele de frango, camarão, lagosta, carne de porco. miúdos embutidos, ovos, chocolate, leite integral, creme de leite, bacon, empanados, frituras, presunto, mortadela, salame, queijos amarelos e outros.