CONCEITO
São os cuidados que devem ser prestados a uma vítima até a chegada de atendimento médico ou socorro especializado.
Tais cuidados se caracterizam pela urgência (não podem ser deixados para depois) e imprescindibilidade (têm que ser feitos).
Estatísticas revelam que os principais motivos de óbitos ou seqüelas irreversíveis nas vítimas são a omissão do socorro e a falta de um atendimento eficiente de primeiros socorros.
Atitudes desesperadas e imediatistas podem levar a vítima ao óbito ou ao agravamento irreversível de alguma lesão.
IMPORTÂNCIA LEGAL
Os tribunais brasileiros entendem que a prestação de atendimento à vítima revela grandeza de sentimentos morais e autoriza a redução da pena.
Porém, a fuga é considerada um marcante indício de culpa, além de que a omissão de socorro ser crime.
PROCEDIMENTOS SOBRE O LOCAL
- Verifique quantas vítimas são.
- Prepare o local do acidente para evitar novas implicações. Utilize-se de galhos de árvores, triângulos e pisca-pisca de outros veículos etc.
- Chame ou peça para chamar socorro especializado:
Os fones são:
190 - Polícia Militar
193 - Bombeiros
194 - Polícia de Trânsito
1527 - Polícia Rodoviária Federal (apenas para as BR's).
Na ligação informe o local exato, a descrição das vítimas (homens, mulheres, crianças, idade, sexo etc).
PROCEDIMENTOS SOBRE A VÍTIMA
- Mantenha a calma. A vítima já estará extremamente abalada se já não estiver em estado de choque. É necessário que a pessoa que esteja atendendo esteja calma o suficiente para também acalmar a vítima.
- Jamais faça a vítima saber qual a extensão real de seus ferimentos.
- Previna-se contra doenças infecto contagiosas; evite contatos diretos com o sangue ou fluídos orgânicos da vítima; não leve as mãos à boca, olhos ou pele; não se ferir ou se já estiver ferido isole-os; lave bem as mãos após o atendimento.
- Evite mover a vítima. Só o faça se haver perigo iminente de agravamento (ex. o veículo vai incendiar-se).
- Na remoção procure evitar que a vítima se mexa, mantenha a posição original até chegada de socorro especializado. Mover uma pessoa acidentada é extremamente complicado e requer o uso de várias técnicas.
- Procure socorro. Faça isso, se der, ao mesmo tempo em que socorre a vítima pedindo que alguém providencie.
Atenção: os procedimentos aqui elencados são básicos e abrangem os acidentes automobilísticos mais comuns.
Para procedimentos mais graves (exemplo: vítima inconsciente, queimaduras, grandes acidentes etc.) procure o Curso de Formação de Condutores (Auto-Escola) mais próximo e peça uma apostila de primeiros socorros.
Leia e leve essa apostila no porta luvas de seu veículo.
Melhor ainda se você fizer um curso específico de primeiros socorros. Procure uma unidade dos Bombeiros para maiores informações.
E cuidado!!!
Como já dissemos, os principais motivos de óbitos ou seqüelas irreversíveis nas vítimas são as omissões do socorro e a falta de um atendimento eficiente de primeiros socorros.
Portanto se você quiser prestar socorro à alguém, esteja certo do que está fazendo.
O QUE FAZER EM UM ACIDENTE DE TRÂNSITO?
- Procure parar seu veículo em local seguro, alguns metros depois do acidente. Cuide da sua segurança, também, ao prestar socorro.
- Só deixe descer do seu veículo pessoas que tiverem condições de ajudar a prestar socorro.
- Sinalize, de imediato, o local do acidente, usando triângulo, lanterna, galhos de árvore ou qualquer outro objeto, colocado a uma distância segura do acidente (mais ou menos 30 metros).
- Não acenda fósforos para iluminar o local, pois poderá haver vazamento de combustível, provocando incêndio. Use os faróis de seu carro, lanterna ou outro meio para clarear o local, porém nunca chama exposta.
- Peça ajuda a outros motoristas; evite agir sozinho.
- Não perca tempo, socorra as vítimas o mais rapidamente possível. Dê prioridade às que estão respirando, que estão sangrando ou que estejam sem pulso.
- Não remova ninguém que apresente sinais de fratura da coluna ou do pescoço, a não ser que haja risco de incêndio ou você não possa ressuscitá-lo onde ele está.Deixe que pessoas especializadas movimentem os feridos, pois se o fizer por si mesmo, poderá agravar as lesões.
- Jamais tente erguer sozinho o carro de cima de alguém. Esta operação deve ser feita por, no mínimo, duas pessoas.
- Se alguém estiver preso ao assento pelo cinto de segurança e este não quiser se abrir, corte-o imediatamente.
- Se, no local do acidente, já houver pessoas socorrendo as vítimas e não estiverem precisando de mais ajuda, não pare o seu veículo. Prossiga sua viagem e avise a fato à polícia mais próxima, dando-lhe o maior número de informações possíveis.
ATENÇÃO: Quem presta os primeiros socorros deve conhecer suas próprias limitações, pois NÃO substitui o médico.
ORDEM DE PRIORIDADES:
Se houver mais de uma vítima, socorra-as na seguinte ordem:
1 - Primeira prioridade - Casos de:
- Obstrução de vias respiratórias;
- Paradas cardíacas e/ou respiratórias;
- Hemorragia descontroladas;
- Sérios traumas no crânio e na coluna vertebral;
- Envenenamentos;
- Complicações diabéticas;
- Problemas cardíacos;
- Peito ou barriga abertos;
- Estado de choque.
2 - Segunda prioridade - Casos de:
- Queimaduras;
- Fraturas múltiplas.
3 - Terceira prioridade - Casos de:
- Fraturas simples;
- Ferimentos de menor importância;
- Óbitos.
LEMBRE-SE: PRESTAR SOCORRO É UM ATO ACIMA DE TUDO DE SOLIDARIEDADE; A OMISSÃO, AO CONTRÁRIO, CARACTERIZA-SE COMO UMA IRRESPONSABILIDADE!
FERIMENTOS LEVES
- Limpe o ferimento com bastante água corrente e sabão.
- Não tente retirar farpas, cacos de vidro ou partículas de metal do ferimento, a menos que saiam facilmente durante a limpeza.
- Não toque no ferimento com os dedos, nem com lenços usados ou outros materiais sujos.
- Proteja o ferimento com gazes esterizada ou pano limpo, sem apertar.
- Mude o curativo tantas vezes quantas forem necessárias para mantê-lo limpo e seco.
- Verifique se o paciente é vacinado contra tétano. Em caso de dúvida, procure o médico.
- Se, posteriormente, o ferimento ficar dolorido ou inchado, procure orientação médica. É sinal de infecção.
FERIMENTOS EXTERNOS OU PROFUNDOS
Caso haja sangramento, siga as instruções contidas no item "HEMORRAGIA".
Os ferimentos externos ou profundos necessitam de atenção médica urgente, principalmente se:
- As bordas do ferimento não se juntam corretamente;
- Há presença de corpos estranhos;
- Pele, músculos, nervos ou tendões estão dilacerados;
- Há suspeita de penetração profunda do objeto causador do ferimento (faca, prego, etc.);
- O ferimento é no crânio ou na face;
- A região próxima ao ferimento não tem aparência nem funcionamento normal.
OBS.: NÃO APLIQUE ALGODÃO OU ESPARADRAPO SOBRE QUALQUER FERIMENTO.
HEMORRAGIA
É a perda de sangue devido ao rompimento de um vaso sanguíneo, veia ou artéria.
Toda hemorragia deve ser contida imediatamente.
A hemorragia intensa, e não controlada, pode causar a morte de 3 a 5 minutos.
NÃO PERCA TEMPO! PARE A HEMORRAGIA.
Use uma compressa limpa e seca:
- Gaze
- Pano
- Lenço limpo
- Coloque a compressa sobre o ferimento;
- Pressione com firmeza;
- Use atadura, tira de pano, gravata ou outro recurso que tenha à mão para amarrar a compressa e mantê-la bem firme no lugar;
- Caso não disponha de compressa, feche a ferida com o dedo ou com a mão, evitando uma hemorragia intensa;
- Aperte fortemente com o dedo ou com a mão de encontro ao osso, nos pontos onde a veia ou a artéria é mais fácil de ser encontrada.
Quando o ferimento for nos braços ou nas pernas e sem fratura, a hemorragia será controlada mais facilmente se a parte ficar elevada.
SUSPEITA DE HEMORRAGIA INTERNA
A hemorragia interna é resultante de um ferimento profundo com lesão de órgãos internos. O sangue não aparece, mas a pessoa apresenta:
- Pulso fraco
- Pele fria
- Palidez intensa
- Sede
- Suores abundantes
- Tonturas
Além disso, pode estar inconsciente (estado de choque).
O QUE FAZER?
- Mantenha a vítima deitada, com a cabeça mais baixa que o corpo. Quando houver suspeita de fratura do crânio ou de derrame cerebral, a cabeça deve ser mantida elevada.
- Aplique compressas frias ou saco de gelo no ponto atingido.
HEMORRAGIA NASAL
- Ponha o paciente sentado, com a cabeça voltada para frente. Aperte-lhe a narina durante 10 minutos;
- Caso a hemorragia não ceda, coloque um tampão de gaze dentro da narina e um pano ou toalha fria sobre o nariz. Se possível, use um saco de gelo;
- Se a hemorragia continuar, o socorro médico é necessário.
Em caso de hemorragia intensa em braços e pernas, aplique um torniquete.
Os torniquetes são usados para controlar a hemorragia, quando o acidente teve braço ou perna mutilados, esmagados ou dilacerados.
ATENÇÃO:
Desaperte gradualmente o torniquete a cada 10 ou 15 minutos. Se a hemorragia não voltar, deixe o torniquete frouxo no lugar, de modo que ele possa ser apertado em caso de necessidade.
PARADA CARDÍACA E RESPIRATÓRIA
É a parada dos batimentos do coração e da respiração.
Para saber se o paciente teve uma parada cardíaca, sinta a pulsação nos punhos, na região do pescoço (carótida) ou na virilha (femural).
A parada respiratória leva à morte num período de 3 a 5 minutos.
O PACIENTE APRESENTA:
- Ausência de movimentos respiratórios (está completamente imóvel);
- Unhas e lábios roxos;
- Ausência de pulso e de batimentos cardíacos;
- Pupilas dilatadas.
O QUE FAZER?
- Deite a vítima de cabeça para cima, sobre uma superfície plana;
- Levante o queixo do paciente e posicione sua cabeça de forma a esticar o pescoço, forçando-o para cima;
- Retire objetos que possam impedir a entrada de ar pela boca (dentadura e pontes).
- Se não houver resposta (respiração espontânea), inicie respiração boca a boca. Feche as narinas da vítima com o polegar e o indicador para não deixar saída de ar. Sopre até encher de ar o peito do paciente.
- Faça massagem cardíaca.
MASSAGEM CARDÍACA:
- Coloque as mãos espalmadas, uma sobre a outra, em cima do peito do indivíduo;
- Pressione energicamente o tórax da vítima. Para isso, coloque o peso do seu próprio corpo sobre as suas mãos;
- Faça esses movimentos 70 a 80 vezes por minuto.
- A força a ser aplicada dependerá da estrutura física da vítima.
ATENÇÃO:
Quando você fizer uma massagem cardíaca externa, use exatamente a parte da mão pontilhada na ilustração. É com ela que você deverá pressionar a metade inferior do osso que fica na frente e no centro do tórax (o esterno).
UMA SÓ PESSOA PARA DAR SOCORRO:
- Aplique a massagem intercalada à respiração boca a boca. Para cada 10 massagens cardíacas, soprar duas vezes na boca do paciente, enchendo-lhe os pulmões de ar.
DUAS PESSOAS A PRESTAREM O SOCORRO:
- Uma fará a massagem cardíaca, e a outra, a respiração artificial boca a boca. Nesse caso, o ritmo será de 5 massagens cardíacas e uma insuflação de ar.
LESÕES DE OSSOS, ARTICULAÇÕES E MÚSCULOS A FRATURA
Fratura é o rompimento total ou parcial de qualquer osso. Existem dois tipos de fratura:
Fechada: O osso se quebrou, mas a pele não foi perfurada.
Exposta: O osso está quebrado e a pele rompida.
SINAIS E SINTOMAS
- Dor intensa.
- Impossibilidade de movimentar a região afetada.
O QUE FAZER?
- Estanque eventuais hemorragias.
- Imobilize o local da fratura e também as articulações próximas, acima e abaixo do local.
- Para imobilizar, recorra as talas de papelão, jornais dobrados, cabos de vassouras, bengalas, galho de árvore, etc.
- As talas deverão ter o comprimento suficiente para ultrapassar e imobilizar (tirar os movimentos) as articulações (juntas) acima e abaixo da fratura. Deverão ser amarradas com ataduras, no mínimo em quatro pontos:
- Abaixo da articulação e abaixo da fratura;
- Acima da articulação e acima da fratura.
- Algumas fraturas podem ser imobilizadas na posição em que se encontram, desde que esta não seja forçada.
- Se possível, acolchoe a tala com panos, camadas de algodão ou gaze, evitando pontos de pressão e desconforto.
- Se a fratura que você está entalando é exposta e você já cuidou do ferimento, lembre-se de proteger bem o corte com almofadas de gaze, para que o roçar da tala não prejudique ainda mais.
O importante é nunca transportar uma vítima com suspeita de fratura sem imobilizar a região lesada, pois poderá haver complicações maiores, como:
- Rasgamento ou lasceração da pele, criando fraturas expostas;
- Danos a músculos, vasos sanguíneos ou nervos adjacentes, provocando paralisias totais ou perdas parciais de movimento. Também, uma veia ou artéria podem ser cortadas por uma lasca de osso, ocasionando séria hemorragia interna.
B - CONTUSÕES E DISTENSÕES
Contusões e distensões são lesões provocadas por pancada ou torção sem ferimento externo. Quando o local da contusão fica arroxeado, é sinal de que houve hemorragia ou derrame por baixo da pele. O acidentado sente dor, e o local fica inchado.
O QUE FAZER?
- Imobilize e deixe a parte afetada em repouso.
- A partir do segundo dia, use compressas de água quente para apressar a cura.
SE A CONTUSÃO FOR GRAVE, CONSULTE UM MÉDICO
Entorse é a torção de uma articulação ou junta, com ruptura parcial ou total dos ligamentos.
O QUE FAZER?
- Trate como se houvesse fratura.
- Imobilize a parte afetada.
- Aplique gelo e compressas frias.
C - LUXAÇÃO
Luxação é o deslocamento de um ou mais ossos da posição normal que ocupa na articulação.
A pessoa apresenta dor, deformação e inchação no local. Toda vez que os ossos de uma articulação ou junta saírem do seu lugar, proceda como no caso de fraturas fechadas.
O QUE FAZER?
- Imobilize como nos casos de fratura.
- Não faça massagens no local lesado.
- Procure auxílio médico.
LESÕES NA COLUNA (ESPINHA)
A vítima com lesões na coluna, geralmente apresenta insensibilidade e dificuldade em movimentar os membros.
O QUE FAZER?
- Não toque e não deixe ninguém tocar na vítima.
- Não vire a pessoa com suspeita de fratura de coluna.
- Observe atentamente a respiração e o pulso. Esteja pronto para iniciar as manobras de ressuscitação.
Ao transportar a vítima, tome os seguintes cuidados:
- Use sempre maca. Na sua falta, use uma táboa, bagagito ou próprio assento do banco trazeiro de algum veículo ou qualquer objeto plano rígido.
- Remova a vítima para a maca, adotando-se o método de três pessoas. Carregue-a mantendo o seu corpo reto. A cabeça, o ombro, a bacia e as pernas deverão ficar apoiadas nos braços dos socorristas.
- Evite balanços e freadas bruscas.
- Use lençóis ou travesseiros no apoio do pescoço e das costas.
TRANSPORTE DE ACIDENTADOS
Em primeiro lugar, examine a vítima para verificar quais as lesões que apresenta e quais as limitações que elas (lesões) opõem ao transporte. Caso seja inevitável, a remoção da vítima deve ser feita com máximo de cuidado para evitar que as lesões se agravem.
Sempre que possível, transporte a vítima deitada, de maneira rápida, mas evitando movimentos bruscos e solavancos.
ANTES DA REMOÇÃO, SE NECESSÁRIO:
- Controle hemorragias.
- Previna estado de choque.
- Inicie respiração boca a boca.
- Execute massagem cardíaca externa.
COMO LEVANTAR A VÍTIMA COM SEGURANÇA:
Antes de levantar o ferido, verifique as lesões, principalmente, com relação a possíveis danos à coluna cervical. Cada parte do corpo deve ser apoiada.
Se houver suspeita de que a vítima possa ter sofrido qualquer lesão na coluna cervical, aja com máximo cuidado; se a medula espinhal for atingida no momento do acidente ou depois, por inabilidade de quem socorre ou transporta o acidentado, poderá ocorrer paralisia ou até mesmo morte. A maca ou a padiola é o melhor meio de transporte. Uma tábua, uma porta, uma chapa de metal, o assento traseiro de um veículo, ou qualquer outra superfície dura e lisa, para não curvar ou deslocar a coluna, pode ser improvisada.
Nunca use maca ou padiola flexível (de lona ou de outro material mole). Coloque sobre a maca ou padiola improvisada pequenas almofadas (feitas com toalhas, roupas, etc.) a distâncias tais que sobre elas possam repousar a nuca, a região lombar, a dobra das pernas e os tornozelos da vítima.
ATENÇÃO:
- NÃO dê líquidos à pessoa inconsciente ou semiconsciente.
- NÃO dê líquidos, caso suspeite de lesão abdominal.
- NÃO dê bebidas alcoólicas.
QUEIMADURAS
Queimadura é qualquer lesão provocada no organismo por ação do calor.
Provoca queimadura o contato direto com:
- Chama, brasa ou fogo;
- Vapores quentes;
- Líquidos ferventes;
- Sólidos superaquecidos ou incandescentes.
Também causam queimaduras:
- Substâncias químicas (ácidos, soda cáustica, fenol, nafta, etc.);
- Substâncias radioativas;
- Radiação infravermelha e ultravioleta (em aparelhos, laboratórios ou devido ao excesso de raios solares);
- Eletricidade;
- Baixas temperaturas.
Classificam-se em:
SUPERFICIAIS: atingem a primeira camada da pele (1º grau).
PROFUNDAS: destroem totalmente a pele (2º e 3º grau).
As de primeiro grau apenas deixam a pele bastante avermelhada e causam um ardor incômodo e contínuo. A lesão é superficial e geralmente não chega a formar bolhas ou causar perda de tato nas áreas afetadas.
As de segundo grau caracterizam-se pela formação de bolhas ou vesículas cheias de um líquido claro de aspecto seroso.
As de terceiro grau são as mais profundas e os tecidos da área lesada morrem imediatamente e as bolhas nem chegam a se formar. Conforme a profundidade e a região atingida, as queimaduras de terceiro grau podem destruir ossos e vísceras, ou mesmo carbonizar toda a região. Como os tecidos ficam destruídos, a regeneração da epiderme é muito mais difícil.
TRATAMENTO:
A - QUEIMADURAS SUPERFICIAIS:
- Trate como se fosse um ferimento leve.
- Lave e mantenha a área queimada sob água corrente para resfriamento.
- Não coloque pomadas, cremes dental, etc.
B - QUEIMADURAS PROFUNDAS:
- Não fure as bolhas.
- Não arranque, nem solte roupas coladas à queimadura.
- Ofereça líquidos quando o acidentado estiver consciente.
- Encaminhe a vítima para atendimento médico.
QUANTO MAIOR A ÁREA DA PELE QUEIMADA, MAIS GRAVE É O CASO.
FONTE: Manual Básico de Primeiros Socorros. São Paulo, Círculo do Livro, 1992.
Valorizando a vida: Primeiros Socorros. São Paulo, Fiat Automóveis S/A, Gráfica Fiat, s.d.