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terça-feira, 22 de maio de 2012
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Troca de óleo: mitos e verdades

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O início de dezembro marca os preparativos para as festas de fim de ano e as férias, ou seja, aumenta o número de viagens e carros nas estradas. Por isso é fundamental estar atento à lubrificação do veículo. Há muitos mitos, verdades e curiosidades sobre o assunto.

O primeiro mito é em relação à densidade do óleo. Há quem acredite que quanto mais grosso, melhor. E se estiver negro, é porque perdeu a eficácia. Mas não é bem assim. O óleo claro pode ser mais viscoso (grosso) do que o escuro e vice-versa.

Nos carros mais novos, a própria fábrica orienta para que sejam utilizados produtos sintéticos, devido ao seu grau de lubrificação e por dar um melhor rendimento ao motor.

Já a cor do óleo se refere a uma de suas funções, que é a de manter o motor limpo. O produto mantém em suspensão as impurezas que não foram detidas pelo filtro, daí a cor escura.

Outro detalhe importante é quanto à verificação do nível e à troca do óleo. Devem ser feitas com o motor quente ou frio? As duas coisas. O motor deve estar frio na hora de verificar o nível, e quente, na troca.

Quando o motor do carro está quente (após uns 20 minutos ligado), ele faz com que o óleo fique mais fino e escorra com facilidade. Já o nível deve ser verificado com o veículo frio, exatamente pelo mesmo motivo. Se estiver quente, o produto desce e esconde a real situação do motor. A verificação precisa ser feita em local plano, para que não dê uma falsa sensação de nível.

A medida do óleo tem que estar no local certo. Se ficar abaixo do nível da vareta, o motor pode ser prejudicado por falta de lubrificação. Mas se ficar acima, haverá aumento de pressão no cárter, podendo ocorrer vazamentos e até a ruptura das bielas. O excesso ainda suja velas e válvulas e danifica o catalisador.

Vale ressaltar que até os carros novos consomem óleo, e que o fato de o automóvel estar baixando o nível não significa que está com problema. O normal de consumo é de meio litro de óleo para cada mil quilômetros rodados, mas isso varia de acordo com o fabricante.

Da mesma forma, um carro novo, cujo nível permanece estável, também precisa ter o óleo trocado. O prazo varia conforme as especificações do fabricante. Mas no geral é a partir dos 8 mil quilômetros rodados. Além disso, caso contrário, suas impurezas irão sujar o produto novo.