O início de dezembro marca os preparativos para as festas de fim de ano e as férias, ou seja, aumenta o número de viagens e carros nas estradas. Por isso é fundamental estar atento à lubrificação do veículo. Há muitos mitos, verdades e curiosidades sobre o assunto.
O primeiro mito é em relação à densidade do óleo. Há quem acredite que quanto mais grosso, melhor. E se estiver negro, é porque perdeu a eficácia. Mas não é bem assim. O óleo claro pode ser mais viscoso (grosso) do que o escuro e vice-versa.
Nos carros mais novos, a própria fábrica orienta para que sejam utilizados produtos sintéticos, devido ao seu grau de lubrificação e por dar um melhor rendimento ao motor.
Já a cor do óleo se refere a uma de suas funções, que é a de manter o motor limpo. O produto mantém em suspensão as impurezas que não foram detidas pelo filtro, daí a cor escura.
Outro detalhe importante é quanto à verificação do nível e à troca do óleo. Devem ser feitas com o motor quente ou frio? As duas coisas. O motor deve estar frio na hora de verificar o nível, e quente, na troca.
Quando o motor do carro está quente (após uns 20 minutos ligado), ele faz com que o óleo fique mais fino e escorra com facilidade. Já o nível deve ser verificado com o veículo frio, exatamente pelo mesmo motivo. Se estiver quente, o produto desce e esconde a real situação do motor. A verificação precisa ser feita em local plano, para que não dê uma falsa sensação de nível.
A medida do óleo tem que estar no local certo. Se ficar abaixo do nível da vareta, o motor pode ser prejudicado por falta de lubrificação. Mas se ficar acima, haverá aumento de pressão no cárter, podendo ocorrer vazamentos e até a ruptura das bielas. O excesso ainda suja velas e válvulas e danifica o catalisador.
Vale ressaltar que até os carros novos consomem óleo, e que o fato de o automóvel estar baixando o nível não significa que está com problema. O normal de consumo é de meio litro de óleo para cada mil quilômetros rodados, mas isso varia de acordo com o fabricante.
Da mesma forma, um carro novo, cujo nível permanece estável, também precisa ter o óleo trocado. O prazo varia conforme as especificações do fabricante. Mas no geral é a partir dos 8 mil quilômetros rodados. Além disso, caso contrário, suas impurezas irão sujar o produto novo.