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domingo, 20 de maio de 2012
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Restauração do pára-brisa

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A viagem seguia tranqüila, o sol brilhava, enfim, um passeio perfeito. De repente, você ouve um estalo e percebe aterrorizado uma trinca no pára-brisa. Calma, antes de ficar desesperado saiba que boa parte das rachaduras tem conserto. Mas para isso é preciso conhecer que tipo de dano é possível ser reparado ou não.

Basicamente, existem três tipos de trincados. O tipo linha, que parece um risco retilíneo, o tipo estrela (onde de um ponto surgem outros riscados que seguem por direções variadas) e o tipo olho de boi, formado por um pequeno lascado redondo no vidro de onde saem vários riscos.

O reparo pode ser realizado desde que o trincado não esteja na zona de visão do motorista, já que a restauração cria uma distorção ótica que pode atrapalhar a condução segura do veículo.

No trincado do tipo linha, o tamanho máximo a ser reparado não pode ser maior que 10 centímetros. Já nos tipos olho de boi e estrela, esse tamanho não pode ser maior que 4 centímetros. Nesses casos, é aplicada uma resina que torna o trincado branco. O dano não desaparece, mas evita que ele aumente de tamanho comprometendo o pára-brisa, o que poderia levar à troca completa do vidro.

A maior parte dos danos no pára-brisa é causada por pedras lançadas por outros veículos que trafegam na pista.

Se uma estrada tem muito trânsito e há pedras na via, as chances de ser atingido por uma delas é grande.

Já atendi casos de motoristas que tiveram o vidro novamente trincado menos de 20 quilômetros após o reparo ter sido feito. Evitar andar em estradas com muitas pedras ou manter uma boa distância de um caminhão reduz as chances de danos no pára-brisa, mas ser atingido ou não é questão de sorte.

Outro fator que pode provocar trincados no pára-brisa é uma lanternagem mal feita após um acidente. O motivo é que os vidros recebem cerca de 40% da força de torção exercida pelo teto.

Como evitar trincas ou rachaduras:


• Evite andar em estradas com muitos buracos ou pedras, já que elas podem ser arremessadas por outros veículos e atingindo o pára-brisas.
• Evite andar muito próximo de caminhões ou veículos grandes, pois as chances deles arremessarem uma pedra contra o seu pára-brisa é grande.
• Em caso colisões, leve o veículo a boas oficinas de lanternagem, já que boa parte da torção provocada pelo peso do teto é sustentada pelos vidros. Um serviço mal feito pode aumentar a carga contra os vidros, trincando-os ou rachando-os