É de manhã. Você acorda atrasado, toma um café rápido e sai apressado para o trabalho. Entra no carro, gira a chave e nada. O veículo nem dá sinal de vida. Nessas horas, é que bate aquele arrependimento de não ter feito uma revisão na bateria e no sistema elétrico do automóvel.
A falta de carga pode ter vários motivos, mas alguns são mais comuns. Entre eles, está um problema no alternador, que pode estar fornecendo menos energia que o necessário para manter a bateria com carga ideal.
Outro fator pode ser uma provável corrente de fuga, que é quando um equipamento elétrico passa a receber energia em maior quantidade que a necessária ou até mesmo usar a carga da bateria sem necessidade.
O alternador, junto com o regulador de voltagem, são as peças que deixam a bateria carregada quando o veículo está em funcionamento. Problemas nesses equipamentos podem gerar sobrecarga, que vai secar ou até mesmo estourar a bateria, ou então uma subcarga. Nesse caso, a bateria vai receber menos energia do que deveria e, assim, será utilizada até ficar completamente sem carga.
Carros com equipamentos elétricos instalados após a compra do veículo também podem comprometer a capacidade de uma bateria. Afinal de contas, faróis auxiliares, som potente, telas de DVD, e outros acessórios à venda no mercado, precisam de energia para funcionar. Energia essa maior que a determinada originalmente pelo fabricante.
Por fim, a corrente de fuga, que pode drenar por completo a bateria. Mesmo com o carro desligado, vários dispositivos elétricos, como o relógio do veículo ou a memória do rádio, continuam usando energia. Problemas na parte elétrica de tais equipamentos podem utilizar toda a carga da bateria, fazendo com que o carro amanheça morto. Se isso acontecer, o jeito é chamar um guincho e ligar para o chefe, avisando que chegará ao serviço mais tarde.
Fonte: Jornal A Gazeta - Pit Stop - Por Fabricio Marvila - 21/03/2009