Perguntaram-me essa semana o que eu achava da idéia de comprar um carro importado. A primeira coisa que me veio à cabeça foi o custo de manutenção, consideravelmente mais alto do que o dos veículos nacionais. E respondi de imediato: se você não está preocupado em gastar um pouco mais caso o carro apresente algum defeito, não vejo impedimento. Mas aí, lembrei logo também da história de uma conhecida.
Ela comprou um Audi A3 que teve um problema mecânico e teve que esperar semanas para que chegasse a peça para substituição. O componente estava em falta no país. E ainda pagou um precinho bem salgadinho por esse conserto, que parecia coisa simples.
Ou seja, além do alto custo, tem a questão da assistência técnica que nem sempre dá conta do mercado. Quem decide comprar um importado tem que ficar de olho na estrutura que atende a montadora no Brasil. Há atendimento suficiente?
Não se pode esquecer, claro, que os modelos vindos de outros países costumam ter uma mecânica bastante confiável, porque são feitos para atender consumidores muito exigentes (mas claro que esses carros não estão imunes a problemas).
O bom é que o prazo de garantia, até pela auto-confiança do fabricante, é maior que o dos nacionais. Algumas montadoras oferecem até cinco anos para a maioria de seus automóveis.
Mas volto a destacar que as peças costumam ser bem mais caras. A diferença pode passar de 50% e a espera por componentes do veículo pode chegar a 40 dias, segundo pesquisamos nos principais revendedores.