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domingo, 17 de fevereiro de 2019
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Pontos de identificação nos veículos asseguram sua procedência e garantem que não se trata de um automóvel roubado ou furtado.

Muitos veículos roubados e furtados caem nas mãos de quadrilhas especializadas em fraudes de sinistros. Para coibir essas ações, o CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), por meio da Resolução 691/88, determinou a introdução de novos pontos de identificação nos automóveis. A partir de então, todos os veículos nacionais passaram a sair das fábricas com três etiquetas adesivas (na coluna da porta, no assoalho sob o banco do passageiro e na coluna do amortecedor). Atualmente, a etiqueta do assoalho foi excluída.

Se visualizadas com uma lanterna especial, as etiquetas apresentam figuras que garantem sua autenticidade. Os quatro vidros laterais e o vidro traseiro também trazem o número de identificação, que é opcional no pára-brisa. Tanto as gravações nos vidros como as etiquetas possuem os últimos oito dígitos do chassi. Vale ressaltar que hoje a gravação é obrigatória apenas nos dois vidros laterais. Os veículos que, a partir dessa determinação, não possuírem as gravações nos vidros, ou se as mesmas estiverem rasuradas, podem ser de procedência duvidosa.


Chassi indica características

Ainda por uma definição do CONTRAN, Resolução 659/85, ficou regulamentado que o VIN (Número de Identificação do Veículo) deve ter dezessete caracteres, divididos em WMI (Identificação Mundial do Fabricante), VDS (Seção Descritiva do Veículo) e VIS (Seção Indicadora do Veículo). Na WMI, são indicados o Continente, o País de origem e o fabricante. Algumas montadoras, na VDS, indicam o modelo, as características do motor, o tipo da carroceria, a quantidade de portas e o tipo de combustível, servindo de base para uma análise mais profunda de uma possível fraude de sucatas e documentos.

Na VIS, são indicados o ano de fabricação do veículo e a série do chassi, que pode, às vezes, ajudar a detectar alguma irregularidade. A partir de 1998, os veículos de modelo 99 passaram a sair com o décimo dígito do número do chassi indicando o ano de modelo e não o de fabricação.

DESCRIÇÃO DO CHASSI

9 B D 1 7 8 2 2 6 W 1 2 3 4 5 6 7

9 - Região geográfica(Brasil)
B - País (B- Brasil)
D - Fabricante
1 à 6 - Modelo e versão
W - Ano de Fabricação
1 à 7 - Nº de série do chassi

Para uma análise superficial do número do chassi, é importante estar atento ao alinhamento e ao espaçamento dos caracteres, pois no chassi original as letras e os números são eqüidistantes, ou seja, afastados pela mesma distância.


Data de fabricação ajuda a identificar veículo

Os vidros podem contar um pouco sobre o passado do veículo ou até mesmo auxiliar na detecção de fraudes. Dependendo do fornecedor, é possível saber qual a data de fabricação, analisando os códigos que aparecem nos vidros. Sob as palavras MADE IN BRAZIL, e TRANSPARÊNCIA ou INDÚSTRIA BRASILEIRA existem pontos que, na verdade, são códigos que identificam a data de fabricação do vidro. Com o auxílio de uma tabela, é possível decodificar essa data. Além disso, podem aparecer pontos e número (ex.: ....9) ou número e letra (ex.: 8D).

Se um veículo tiver um vidro da porta dianteira esquerda trocado, por exemplo, algumas hipóteses podem ser levantadas, tais como uma colisão, tentativa de furto do veículo ou de seus acessórios. A data do emplacamento e as datas de fabricação que estão presentes no bloco do motor, radiador, farol, na lanterna e outros também auxiliam para uma melhor análise do veículo.